Scania no Brasil

 Comemoração dos 60 anos da Scania no Brasil.

  postado em 01/08/2017

  Sexagenária de respeito - Scania faz seis décadas no Brasil com imagem “premium” e modelos importantes no mercado nacional de caminhões e ônibus

 

  No dia 2 de julho de 1957, na capital paulista, era inaugurada a Scania-Vabis do Brasil S/A – Motores Diesel. A empresa montava veículos que vinham desmontados da Suécia. No ano seguinte, a empresa lançou o L 75, seu primeiro caminhão que podia ser considerado “made in Brazil”. Ao longo de suas seis décadas de Brasil, a Scania se firmou como uma marca “premium” de caminhões e ônibus, com uma imagem bem consolidada entre os frotistas brasileiros. Em 2017, a marca sueca inicia a comemoração dos seus 60 anos de Brasil com o lançamento de uma edição especial comemorativa, que homenageia o lendário caminhão T113 e conta com os modelos R 440 e R 480. Apenas 60 unidades serão produzidas. Ainda como parte das comemorações, a Scania acaba de anunciar um investimento de 2,6 bilhões no Brasil até 2020, que serão usados na modernização da fábrica brasileira – que exporta para 30 países -, no lançamento de novos produtos e na rede de concessionárias.


  Um ano depois do primeiro caminhão, a Scania inaugurou sua fábrica no bairro do Ipiranga, na capital paulista. A concessionária gaúcha Brasdiesel recebeu os três primeiros caminhões produzidos diretamente pela Scania no Brasil, em junho de 1960. Só em 1962, a fábrica se mudou para São Bernardo do Campo, onde está até hoje. A unidade industrial do ABC Paulista se tornou a primeira unidade industrial para a produção de caminhões, ônibus e motores da Scania fora da Suécia. De lá para cá, as novidades nas linhas de montagem brasileiras da Scania se sucederam com velocidade cada vez maior. Nas décadas seguintes, a fábrica da Scania fez parte da História do Brasil, ao tornar-se um dos berços do movimento sindical brasileiro. Também foi palco de algumas das primeiras greves de metalúrgicos nos tempos da Ditadura Militar no Brasil.

 

A.N.R Logística e Negócios Sustentáveis há 46 anos acompanha essa estrada de sucesso da Scania no Brasil.

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  Produtos mais emblemáticos da Scania no Brasil

 

L 75 (1958)

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Com 35% de nacionalização e dentro das exigências do governo na época, tornou-se o primeiro Scania produzido no Brasil. Vendido entre 1959 e 1963, ficou conhecido como o ‘’Rei das estradas’’. O motor era um D-10, com 165 cv.

 

Ônibus B 76 (1963)

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Primeiro ônibus produzido na recém-inaugurada fábrica de São Bernardo do Campo, com um novo motor de dianteiro de 195 cv e direção hidráulica, o B76 substitui o pioneiro B75, montado na fábrica do Ipiranga. Seu sucesso ajudou a consolidar a Scania no segmento de transporte coletivo no Brasil.

 

LK 140 (1974)

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No Salão do Automóvel de 1974, em São Paulo, a Scania apresentou o modelo LK 140, que inaugurou, no Brasil, o conceito de cabine avançada, logo batizada de “cara chata”. As vendas começaram em 1975. O emblema V8 na grade e do som típico do motor de 350 cavalos, o mais potente do mundo na época, eram destaques do modelo.

 

LT 111 (1976)

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Chegam os caminhões L, LS e LT 111, da Série 1. O último e mais bem-sucedido capítulo de uma era que durou mais de 20 anos, os chamados “jacarés”. Do precursor L 75, seguido pelo L76 e depois pelo L 110, os caminhões Scania de cor laranja e aparência robusta se tornaram “figura fácil” nas estradas brasileiras.

 

LH 141 no seriado “Carga Pesada” (1979)

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Protagonizado pelos inseparáveis caminhoneiros Pedro e Bino, vividos pelos atores Antônio Fagundes e Stenio Garcia, o seriado “Carga Pesada”, da Rede Globo, foi um estrondoso sucesso de audiência. Tanto que ajudou a divulgar os atributos do “terceiro protagonista”: o caminhão LH 141, que levava a dupla pelas suas aventuras nas estradas brasileiras. Um dos grandes “cases” brasileiros em termos de “merchandising”, a participação do LH 141 em “Carga Pesada” ampliou o prestígio da Scania entre os profissionais do setor de transportes de cargas.

 

Série 2 Linhas R e T (1981)

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Apenas seis meses após o lançamento na Europa, a linha R chegou ao Brasil, em versões com cabina avançada ou “cara chata” e motores de 305 e 388 cavalos. No mesmo ano, a Scania apresenta a linha T, de cabina com capô, nas versões simples ou leitos e diversos opcionais. Com a linha T, é lançado o conceito de fabricação de caminhão “sob encomenda”, já com o objetivo de oferecer produtos que atendessem perfeitamente às necessidades das operações de transporte dos clientes.

 

Série 3 (1991)

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Com novos motores e uma nova caixa de mudanças, os novos caminhões da Linha 113/143 tinham potências de até 450 cv, a maior do mercado à época. Os novos veículos são os caminhões T 113 e R 113 e 143 H e E, nas configurações 4x2, 6x4 e T 113 HK 6x6. Os caminhões combinavam mais torque e mais potência máxima com menores índices de emissões e consumo de combustível.

 

Série 4 (1998)

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Dois anos após serem lançados na Europa, os caminhões da Série 4 trazem novidades como o Scania Retarder, sistema de freios auxiliares que oferece mais segurança, conforto, desempenho e amplia a durabilidade dos freios convencionais. O sistema de produção em São Bernardo do Campo também mudou. O Sistema de Produção Modular Scania reúne um número limitado de componentes para criar uma infinidade de combinações.

 

Séries P, G e R (2007)

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As Séries P, G e R chegam ao Brasil com diversos recursos tecnológicos que oferecem conforto e segurança ao motorista e redução de custos operacionais ao transportador. O lançamento apresenta ao mercado brasileiro duas novas cabines: G e Highline, a mais alta do mercado. Os novos modelos apresentam uma cara nova, mas os contornos familiares, como a grade frontal, são mantidos, embora realçados para valorizar ainda mais a identidade. A gama de opções é bem maior do que a Série 4. É a expansão do Sistema Modular da Scania para uma oferta ampliada de modelos, com potências é de 230, 270, 310, 380, 420, 470 e 500 cavalos.

 

Streamline (2013)

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Disponível para as cabines rodoviárias já existentes G, R e R Highline, o novo conceito de solução de transporte Streamline surge com a missão de proporcionar tudo o que a marca pode entregar em termos de economia de combustível, disponibilidade e rentabilidade. Os caminhões podem chegar a até 4% de redução de consumo em relação a similares Euro 5 e de até 15% em comparação à linha Euro 3.

 

Ônibus biometano e GNV (2016)

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Os modelos K280 4X2, o K280 6X2 e o articulado K320 6X2/2 são movidos a GNV ou biometano – combustível produzido a partir de resíduos orgânicos e agrícolas ou até mesmo dejetos animais. Primeiro ônibus nessa configuração no país, o modelo iniciou sua fase de demonstrações na cidade de Sorocaba, em São Paulo. Segundo a marca, em comparação com um veículo similar a diesel, ele emite 85% menos gases poluentes, se abastecido com biometano, e 70% menos, se estiver com GNV.

 

Série Especial 60 Anos (2017)

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A edição especial comemorativa de 60 anos homenageia o T113, o mais emblemático modelo da Série 3, apresentado em 1991. Para evocar o clássico caminhão, foram escolhidos os modelos R 440 e R 480, de versões Highline Streamline. Ambos começam a ser vendidos na cor azul tradicional do velho 113, e também levam faixas laterais nas cores rosa, lilás e roxa, além de adesivos comemorativos dos 60 anos e do Scania 113. Os pacotes Clássico e Clássico Estilo incorporam uma série de diferenciais ao modelo. Somente 60 unidades dessa edição especial serão produzidas.

 

fonte: Luiz Humberto Monteiro Pereira (Auto Press)

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